Rimando - Xeg

Rimando - Xeg

  • 출시년도: 2001
  • 언어: 포르투갈 인
  • 지속: 4:14

아래는 노래 가사입니다. Rimando , 아티스트 - Xeg 번역 포함

노래 가사 " Rimando "

번역이 포함된 원본 텍스트

Rimando

Xeg

Rimando num país de tradições e preconceitos

Onde os políticos cagam no povo, mal acabam de ser eleitos

Onde as diferenças sociais aumentam num sistema imperfeito

Onde os imigrantes ilegais são tratados sem respeito

Onde a verdade é omitida e colorida por efeitos

Onde miúdas vendem o corpo

Ainda não desenvolveram os peitos

Para quê alimentar a esperança

De um sonho que vai ser desfeito

Porque antes de te conhecerem já estão a deitar defeitos

Deixa fazer a meu jeito, exercer o meu direito

Fica na tua que a minha cena 'tá ótima

Vai tentando, mas vê se chegas a meter pica na próxima

Música é como política, a guita vem primeiro

Tudo o que devia ser claro, fica escuro com o dinheiro

Se tudo tem um preço, então o meu é muito alto

Eu não preciso da fama, é no underground que eu dou o salto

Editoras portuguesas legalizaram o seu tipo de assalto

Exploração, destruição do artista e sua arte

Só que sem ajuda deles, nós espalhamo-nos por toda a parte

P’ra muitos isso é só moda, a esses a minha rima incomoda

Porque o Hip Hop não é puta que largas

Quando acabas de dar a foda

É a princesa, com ela te deitas

E ao lado dela acordas

Há quem veja o rap de uma maneira que tu não concordas

O entretenimento é necessário, excesso dele é doentio

Para quê transmitir o calor, se cá dentro eu sinto o frio

Sem qualquer intenção destrutiva

Nas rimas que eu falo e crio

Passa o mic, liga o fio

Desafio a desafio

Fluindo como um navio num rio de sujidade

A cidade é como um espelho de toda a humanidade

Onde bens desnecessários se consomem

Contrastando com a necessidade

Daqueles que pouco ou nada comem

Como isto não dá para todos, vão safando-se os que podem

Contribuindo diretamente para a degradação do homem

Faço vários tipos de sons

Conforme o meu estado de espírito

Sempre dentro das linhas do real e do empírico

Digo o que sinto, falo a verdade, não minto

Digo não a quem me oferece

Um corpo ressacado por uns pintos

Prefiro pegar ferrado do que ser eu a dar a ferra

Não são os poucos que eu conheço, já capturados nessa guerra

E eu não quero dar a berra

Ou viver sob stress

Mas se precisasse da guita para viver, talvez o fizesse

Então respeito esses, embora siga outro rumo

Sem venda nem consumo ou impureza do fumo

De nevoeiro que cai sobre toda a gente

O planeta é poluído assim como as nossas mentes

Carentes sem 'tarem desenvolvidas o suficiente

Audientes de canais independentes

Que lucram milhares por ano

É o sonho de vida americano

Pois o dinheiro é o passo atrás na evolução do ser humano

Trabalho precário para os africanos, exploração de menores

No interior do país

Ilhas turísticas são paraísos

Pedófilos administrados por neo-nazis

Num pais de milagres onde só acreditou quem quis

Não sabem nem querem saber o que diz a palavra MC

Não entendem o que ele diz

Mas essa merda não me apanha

Os músicos vendem o talento às editoras

Como as prostitutas portuguesas

Vendem o corpo em Espanha

Deixa-me eu rir dessa manha

Deixa-me rir um bocado

Num paraíso possível que nunca há-de ser encontrado

Então mantém-te ligado

Sintonizado na frequência

Utiliza a inteligência, expressa a influência

Influencio-me a mim próprio, estrelas não vejo

Parti o meu telescópio

Apenas o respeito, desejo

Esta merda é o meu ópio

Sempre stonado nunca sóbrio

Nunca deixes que a raiva se transforme em ódio

Nunca percas a honra por um lugar no pódio

O destaque é tentador mas é falso e provisório, ilusório

Sem razão nem fundamento

Quero evoluir como pessoa dentro deste movimento

Pedagogia nas palavras que eu rimo e represento

Educação, sais da escola, tudo menos educado

Muitos tem de ir trabalhar, deixam os estudos de lado

Sou maltratado pela polícia

Enganado pelas notícias

Ignorado pela política

Mal falado pela crítica

No país de Fátima, do futebol, e do Big Show SIC

Com três meses de Sol, de álcool e haxixe

Onde tem loura tem morena, tem preta, tem mulata

Tem carro descapotável, homem de fato e gravata

Cantores românticos chegam facilmente ao ouro e à prata

São como os elementos do Estado para iludir

Só que a ilusão não tapa, a violência, a droga

Os bairros de lata, as putas, o desemprego, as ressacas

Mentiroso do caraças, fala a verdade sem cinismo

Porquê?

Na minha cultura não tem racismo

Nem lugar para ignorância

Violência nem carocho

Nós não temos de nos inserir na sociedade

A sociedade é que tem de aprender connosco

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